Menu

Duas ceias em uma

Nos últimos capítulos dos evangelhos, antes da crucificação, está registrado que Jesus se reuniu com os seus 12 discípulos mais diretos, que ficariam conhecidos mais tarde como Apóstolos do Cordeiro (com a exceção daquele que se perdeu, Judas) para celebrar a Páscoa. Essa celebração envolvia uma refeição especial, conhecida na religião judaica com Sêder, uma ceia cheia de simbolismos, onde os elementos principais eram a carne de cordeiro assado, ervas amargas, e o pão sem fermento – o Matzá – além do vinho. Aliás, essa ceia é celebrada até hoje, mais ou menos nos mesmos moldes, pelas famílias judaicas na época da Páscoa.

Nas igrejas, costumamos nos referir a esse ceia pascal de Jesus com seus discípulos com “a última ceia”. Mas em que sentido essa foi uma última ceia? Essa foi a última ceia do tempo da Lei.

O texto dos evangelhos nos diz que naquela oportunidade, Jesus tomou um pão (um Matzá, o pão sem fermento) e o partiu dando aos seus discípulos dizendo: “Tomem, comam; Isto é o meu corpo”. A seguir, diz o texto bíblico que ele tomou um cálice, deu graças e o entregou aos seus discípulos, dizendo: “Bebam dele todos; porque isto é o meu sangue, o sangue da nova aliança, derramado em favor de muitos, para remissão de pecados”. Essas palavras de Jesus estavam estabelecendo uma revolução na celebração do Sêder. Ele não seguiu os rituais tradicionais, fazendo as orações costumeiras e fixas que obrigatoriamente são recitadas em todos os cantos do mundo pelos rabinos e chefes de famílias judaicas por séculos e séculos, sempre do mesmo modo, sempre na mesma sequência, em toda ceia pascal.

Jesus afirmou que o pão era correspondente ao seu corpo, à sua carne, coisa que os discípulos jamais poderiam imaginar ou conceber. Mais tarde eles ficariam sabendo, pelas revelações dadas ao apóstolo Paulo, que pelas pisaduras, as feridas realizadas no CORPO de Jesus, nós fomos curados, conforme já profetizara Isaías. Ele disse ainda que aquele cálice de vinho correspondia ao seu sangue e que simbolizava a Nova Aliança que estava sendo estabelecida trazendo REMISSÃO de pecados, fato também profetizado por Jeremias. Esse é o real motivo da celebração da Páscoa.

Então, nos dias de hoje, ao celebrar a Ceia do Senhor, e em especial ao festejarmos a Páscoa, é muito importante que nos lembremos que embora aquele Sêder celebrado por Jesus com seus discípulos tenha sido a celebração da ÚLTIMA CEIA DA ANTIGA ALIANÇA, ao mesmo tempo se constituiu da PRIMEIRA CEIA EM CELEBRAÇÃO DA NOVA ALIANÇA!

Aproveite então o período da Páscoa e assim como o povo judeu celebra o Sêder de Pêssach para comemorar e relembrar a libertação da escravidão do Egito, celebre com a sua igreja, sua família, seus amigos, essa Nova Aliança, onde todo o jugo da religiosidade foi removido e um novo e vivo caminho foi aberto por Jesus para um novo tempo de liberdade, alegria e comunhão com o Deus Vivo, onde recebemos perdão pleno de todos os pecados e já não há condenação, onde somos recebidos de forma graciosa por esse Deus, que é agora o nosso Pai Celestial!

JESUS VIVE!