Menu

Chocolate, Ok… mas, ressurreição?

Em Israel e para o povo judaico em todo o planeta, nesse ano de 2018 a Páscoa, ou Pêssach, começa ao pôr do sol de Sexta-feira, 30 de Março e termina ao anoitecer de Sábado, 7 Abril.

A festa do Pêssach comemora a libertação do povo judeu da escravidão no Egito. Durante essa festa é proibido o consumo de alimentos fermentados e há a obrigação de comer matsá, um tipo de pão feito sem fermento.

Mas para os cristãos a Páscoa seria mais uma comemoração religiosa como outra qualquer, se não fosse pelo evento da ressurreição. A Bíblia nos diz que não somente ou simplesmente Jesus morreu numa cruz nessa data profética anual muito especial para o povo de Israel, em que, no templo de Jerusalém, cordeiros inocentes de no máximo um ano de idade eram sacrificados para que, através desses sacrifícios, o povo celebrasse a sua redenção da escravidão. Esses sacrifícios eram a parte mais importante da comemoração do Pêssach, uma vez que, segundo a Torá (que corresponde aos 5 primeiros livros da Bíblia cristã), foi o sacrifício dos cordeiros e a pintura dos portais das casas dos hebreus com o sangue daqueles animais na primeira Páscoa da história que livrou aquelas famílias da décima praga enviada sobre o Egito para dobar o Faraó e convencê-lo a libertar o povo de Israel: a morte de todo primogênito em toda casa onde não houvesse a marca do sangue de cordeiro em sua entrada. Aquela deveria ser uma noite terrível para os opressores egípcios, mas uma noite de libertação para os descendentes de Abraão.

Desde então, todo ano o povo israelita comemora essa data.

A Páscoa acabou por se tornar a data mais importante do calendário cristão, uma vez que Jesus é o cumprimento profético dos cordeirinhos mortos como sacrifício, pela primeira vez no Egito, e subsequentemente todo ano no Templo de Jerusalém. Ele foi o nosso Cordeiro Pascal, o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo e nos redime de toda escravidão espiritual.

Hoje, embora já não haja mais o templo de Jerusalém, destruído pelas tropas romanas do general Tito no ano 70 da era cristã, a festa é comemorada anualmente pelos judeus de todo o mundo, nas sinagogas e nas suas casas.

Quanto aos cristãos, a maioria perdeu o foco da festa. Nós, os nascidos de novo em Cristo, deveríamos celebrar a Páscoa, não tendo como foco central a morte de Jesus, mas sim a sua RESSURREIÇÃO, ocorrida no terceiro dia após os eventos do Calvário. A morte na cruz foi o preâmbulo do mais fantástico evento de toda a história da humanidade, sem o qual todos os eventos anteriores, desde o nascimento de Jesus até a sua morte e sepultamento, perderiam por completo o real significado.
A maioria das pessoas hoje vê na Páscoa uma festa confusa, onde um certo coelhinho traz ovos de chocolate para as crianças, embora a Bíblia não fale nada sobre coelhos, que sequer é um bicho que põe ovos!

Não há nada de errado com os ovos de chocolate da Páscoa e eu espero que você receba alguns, dê também alguns de presente, mas por outro lado eu espero que você se lembre de que a Páscoa é a maior comemoração do calendário cristão, e embora Jesus tenha sido crucificado e morto na Páscoa, foi durante esse período que também ele ressuscitou.
O apóstolo Paulo nos diz que se Jesus não ressuscitou, a nossa fé é vã. Ele também afirma que no tempo em que escreveu a epístola aos coríntios, havia mais de 500 pessoas ainda vivas que testemunhavam ter visto e algumas até mesmo tocado em Jesus após a sua ressurreição.

Muitas pessoas hoje duvidam da ressurreição de Jesus, mas deveriam parar por um instante para pensar que dos 11 apóstolos que ficaram após a deserção, traição e morte de Judas, com exceção do Apóstolo João que morreu em função da velhice, todos morreram martirizados por causa da sua fé. Se a ressurreição de Jesus fosse a grande “fake news” da época, seria mais razoável para aqueles homens negar tudo e salvar a própria pele. Mas nenhum deles fez assim.

Não estou falando aqui dos milhares e milhares de pessoas que perderam suas vidas nas mãos de inimigos do cristianismo ao longo da história, nem das 500 testemunhas citadas por Paulo. Estou falando especificamente de dez homens que afirmavam ter visto e tocado em Jesus, conversado e até mesmo compartilhado de refeições com ele por um período de quarenta dias após a sua ressurreição! (confira com Atos 1:1-4)

Não estou falando de um evento ocorrido num jardim escuro, durante a noite, onde a visão poderia falhar e a imaginação dizer que a sombra de uma árvore ou o som do vento nas suas folhas era Jesus. Estou falando de mais de um mês de convivência diária com o homem que eles viram ser preso, barbaramente torturado e morto numa cruz!
E mais: esse homem não era apenas alguém muito parecido com Jesus, um sósia ou coisa parecida tentando executar uma farsa. E como eles sabiam não se tratar de um sósia? Porque ele tinha não só a aparência física do Mestre, mas também portava as marcas dos cravos em suas mãos e pés, a marca da ferida (que por si só já seria o suficiente para provocar a morte) feita no espaço entre duas costelas pela lança de um soldado romano que, antes de permitir que descessem o corpo de Jesus da cruz, quis certificar-se de que ele estava realmente morto, assim como as cicatrizes do flagelum (o terrível chicote romano de cabo curto e tiras de couro com pedaços de ferro ou dentes de animais em suas pontas) em seu corpo!

Aqueles homens jamais se disporiam a sofrer tudo o que sofreram, as difíceis viagens para terras distantes para pregar o evangelho, as perseguições e finalmente a prisão, tortura e morte, se tudo isso fosse simplesmente uma farsa!
Quando dizemos que Jesus vive em nosso coração, muitas pessoas pensam que essa é a única dimensão na qual Jesus está vivo, como se ele fosse apenas uma memória que fazemos questão de manter e cultivar, uma tradição que não deixamos morrer e cair no esquecimento. Não! Jesus vive literalmente e está hoje assentado à direita de Deus Pai, intercedendo por mim e por você.
O que deve dar o tom da Páscoa não é um lamento: “Jesus morreu!”, mas sim um BRADO DE VITÓRIA que celebra: “ELE VIVE”.Feliz Páscoa!

JESUS VIVE